06 outubro 2009
15 novembro 2008
17 setembro 2008
Veladas pela Vida - 25 Setembro

"A vida é uma oportunidade, aproveite-a...
A vida é beleza, admire-a...
A vida é felicidade, deguste-a...
A vida é um sonho, torne-o realidade...
A vida é um desafio, enfrente-o...
A vida é um dever, cumpra-o...
A vida é um jogo, jogue-o...
A vida é preciosa, cuide dela...
A vida é uma riqueza, conserve-a...
A vida é amor, goze-o...
A vida é um mistério, descubra-o...
A vida é promessa, cumpra-a...
A vida é tristeza, supere-a...
A vida é um hino, cante-o...
A vida é uma luta, aceite-a...
A vida é aventura, arrisque-a...
A vida é alegria, mereça-a...A vida é vida, defenda-a..."
Madre Teresa de Calcutá
14 agosto 2008
veladas pela vida Agosto

Este é o 4º mês em que rezamos junto aos "hospitais" e "clinicas" onde se pratica o aborto de uma forma cada vez mais indiferente à sociedade. Felizmente já temos tido frutos que nos confirmam o poder da oração. Venha e traga uma vela.
Saiba mais em http://www.veladaspelavida.blogspot.com/
05 agosto 2008
O exemplo de fé da mártir de Burgos
http://dn.sapo.pt/2008/08/02/
O exemplo de fé da mártir de Burgos
PAULA MOURATO
Marta Obregón. O Vaticano deu o primeiro passo para a beatificação da jovem espanhola de 22 anos assassinada em 1992 por Pedro Luis Gallego, que queria violá-la. Se a elevação aos altares acontecer, será a primeira mártir da era moderna, pela defesa da virgindade em nome da fé cristã
A jovem espanhola já tem o título de 'serva de Deus'
Um corrupio invulgar tomou cedo a quieta cidade de Burgos, em Espanha, fazendo pensar na trombeta do apocalipse. Naquele dia 22 de Janeiro de 1992, não foi necessário um clarim a anunciar a alvorada. Com os raios de Sol, o horror chegou. Encontrou-se o corpo de Marta Obregón, apunhalado 14 vezes no lado esquerdo do peito, abandonado nos subúrbios de Villagonzalo Pedernales, a cinco quilómetros de Burgos, e reconheceu-se um martírio a ser estudado pela Congregação para as Causas dos Santos, em Roma.
Mas em se tratando de santidade tudo é misterioso e incompreensível, para a salvação a provir do despertar da centelha divina no espírito humano, ligado ao celestial tanto durante a vida como às portas da morte. Exemplos que compreenderam a mensagem de Cristo e entraram em comunhão com Deus. Pelo menos assim crêem os fiéis à Santa Sé, como sublinhou o Concílio do Vaticano II ao referir que todos estão chamados à santidade em virtude da vocação baptismal. Ao beatificar a Santa Sé, proclama as virtudes heróicas, no caso de Marta Obregón, o martírio, propondo-a como modelo de santidade.
Ora é exactamente a beatificação - ou a canonização - que a Igreja quer certificar quanto a Marta Obregón, 16 anos depois do seu assassínio, sendo já a jovem "serva de Deus". O arcebispado de Burgos colocou em marcha mais um processo de beatificação anexado aos mais de 2200 processos de canonização e beatificação abertos na Santa Sé. E é difícil colocar ordem terrena naquilo que só a fé alcança, apesar de no caso da santidade ser tudo à luz da ciência, garantiu ao DN gente o cardeal José Saraiva Martins, que no passado dia 9 de Julho abandonou a actividade de perfeito da Congregação para as Causas dos Santos, no Vaticano. "Quando se trata de milagres, os médicos da Congregação para as Causas dos Santos - 60 médicos especializados nos vários sectores da medicina - examinam aquele caso para ver se há alguma explicação científica", explicou D. José.
A história
Na noite anterior - por coincidência dedicada a St.ª Inês, a virgem mártir decapitada no século III - Marta Obregón chegou a casa às 22.00, mas não entrou. Na sombra do número 27 da Avenida da Paz esperava o seu assassino, já então conhecido como o violador do elevador. O seu corpo apareceu nu e martirizado perto da auto-estrada Burgos- -Portugal.
Depois das atribulações da adolescência, aos 22 anos reencontrou Deus e parecia ter encontrado o amor da sua vida, Francisco Javier Hernando, membro do Círculo Católico. Para trás ficou a idade da subversão e as crises juvenis que para Marta chegaram seis anos antes. Rompeu com a prática religiosa e envolveu-se com um estudante universitário de medicina veterinária. Mas o namoro terminou em poucos meses e com o tempo abraçou de novo a religião e voltou a frequentar um centro do Opus Dei, que para Marta já não era novidade, pois havia crescido numa família de classe média muito religiosa. "Sempre educámos os nossos filhos dentro dos nossos valores, mas num clima de total liberdade", contou ao jornal El Mundo a sua mãe Pilar Rodríguez, membro do Opus Dei. Na noite da sua morte, Marta regressava precisamente do centro Arlanza, pertencente a essa organização. Uns dias antes tinha confessado o medo a Cristina Borreguero, directora do centro, pois tinha a sensação de que andava a ser seguida por alguém.
Mas nem a ventania que se levantou ao sair do centro foi presságio para que a rapariga imaginasse o seu destino. Quando Marta se dispunha a percorrer os 300 metros até casa, passou de carro Dário, um jovem amigo da família, que lhe deu boleia. Ao entrar no prédio, deu o único grito escutado pela vizinha do segundo andar e abafado pelo assassino que a esperava. Pedro Luis Gallego agarrou a sua vítima, meteu-a num carro e levou-a para os subúrbios de Burgos. Ali, junto a uma vala de uma quinta, tentou violá-la. Mas a resistência da rapariga deu forças ao violador para a matar à facada.
Marta era uma promissora jornalista, segundo quem a conhecia: inteligente, bonita, espalhava simpatia, boa disposição e cantava muito bem. Entrava num local e facilmente se relacionava. "Toda a gente queria estar com ela, falar com ela, saber dela", recordou também ao El Mundo o seu namorado Javier.
É certo que a uma jovem a quem a vida sorri feliz, longe vê a morte. Contudo, Marta tinha já no íntimo algum pressentimento, pois escreveu a uma amiga durante um retiro espiritual em Taizé, França: "A vida é genial, Cris, mas mais curta do que pensamos."
De jovem feliz pode ser agora a primeira mártir espanhola da castidade. E a terceira em todo o mundo. Antes foi Santa Inês, morta no ano 304, com apenas 13 anos, por negar ter relações sexuais com um governador romano. Na época moderna, o único antecedente de Marta é o caso de Maria Goretti, que também morreu por defender a sua virgindade.
Nascida em 1890 em Itália, quando tinha apenas 12 anos, Alejandro, um jovem de 18 anos, tentou violá-la. Maria recusou e pediu auxilio. Então, o violador rasgou-lhe o vestido e apunhalou-a com as mesmas 14 facadas que recebeu Marta. Goretti ainda foi encontrada com vida e antes de morrer invocou a Virgem. Alejandro foi condenado a 30 anos e durante o cárcere teve um sonho onde viu Maria colhendo 14 açucenas num prado para depois lhas oferecer. A partir desse momento, mudou de vida e tornou-se num prisioneiro exemplar. Ao sair da prisão, no Natal de 1938, pediu perdão à mãe de Goretti e nessa noite na missa do galo comungaram juntos. Entrou para um convento e antes de morrer pode assistir à beatificação de Maria Goretti em 1947 e à sua canonização por Pio XII em 1950.
O processo
O cardeal José Saraiva Martins abandonou há cerca de um mês o organismo que, no Vaticano, detém a jurisdição na condução de todos os processos de beatificação e canonização que lhe enviam as dioceses do mundo. Pediu ao Papa Bento XVI a resignação do cargo e cedeu o lugar ao arcebispo Angelo Amato, até então secretário da Congregação para a Doutrina da Fé. Mas como na santificação interfere a ciência e não a fé, D. José indicou que "existem outras meninas na situação de Marta Obregón, beatificadas como mártires da castidade". A Igreja procura dar relevo a estes casos "porque têm uma actualidade muito grande. Representam valores humanos e cristãos extraordinariamente válidos sobretudo na sociedade de hoje", garante.
Os processos de beatificação e canonização têm duas fases sucessivas: uma primeira fase,diocesana (local), e a segunda fase, a que chamam "romana" na Santa Sé. No caso de Marta Obregón, o arcebispado de Burgos (fase diocesana) procura agora todos os elementos que dizem respeito à morte concreta, desde o lugar onde foi assassinada até aos elementos necessários que provem que a rapariga morreu para defender a castidade e a sua fé ou se, pelo contrário, foi algo "instintivo". Para o processo de beatificação tudo importa, desde o contexto familiar em que Marta viveu aos documentos relativos à pessoa. "A documentação tem de mostrar se o motivo da morte foi natural ou sobrenatural", explica D. José.
É na fase "romana" que toda a documentação recolhida passa para a Congregação para as Causas dos Santos. Nesta segunda etapa, processa-se um exame exaustivo de toda a documentação que chegou ao Vaticano recolhida pela diocese local. Merece em primeiro lugar atenção de historiadores sobretudo se a morte aconteceu há muitos anos, mais tarde dos teólogos no sentido de averiguar se a morte foi ou não sobrenatural. As conclusões daí retiradas passam para uma comissão composta por 30 cardeais (com cardeais, arcebispos e bispos) que formam o "parlamento" da Congregação . A esses cardeais - chamados de ordinários - compete aprovar as conclusões dos historiadores e dos teólogos. Se os cardeais aprovarem as conclusões dos teólogos relativamente à morte de Marta, o perfeito da Congregação leva a investigação da vida e qualidades ao Santo Padre, que decide finalmente sobre a beatificação, concluindo o processo de elevação aos altares. Marta Obregón, por ser mártir, não precisa de um milagre para ser beatificada. Já para ser santa, seguindo o processo para a canonização, o milagre devidamente reconhecido terá de acontecer.
Para a Igreja, a definição é fácil: enquanto a beatificação tem uma dimensão local - onde se permite o culto - , a canonização tem uma dimensão universal - por isso exige o culto.
Se Marta Obregón vai ser ou não digna de culto, a Congregação para as Causas dos Santos o dirá. Para já o certo são os destinos cruzados da vítima e do assassino, que poderá sair da prisão dentro de um ano.
Condenado a 328 anos de prisão e seis de desterro de Valladolid, pelos homicídios de Marta e de Letícia Lebrato - aproveitava a profissão de mecânico de elevadores para aceder à casa das suas vítimas -, 18 violações provadas, três tentativas, um tiroteio com a polícia, posse ilegal de armas e assalto à mão armada, Pedro Luis Gallego foi julgado e condenado antes da reforma penal espanhola de 1995. A pena máxima fica assim reduzida para 30 anos. Tendo cumprido 16 e passando na penitenciária de Teixeiro para um modelo de presos em segundo escalão, significa que pode - durante 36 dias do ano - passear pelo pátio.
Mas o mais inacreditável é que pode conseguir alcançar o terceiro escalão e sair da prisão dentro de um ano. Tudo dependerá das actividades que realizar na cadeia para reduzir a pena. Leia-se ginástica aeróbica, trabalhos manuais, desporto. E outras actividades podem representar um esforço de bom comportamento, mas dificilmente espelham arrependimento.
"À Santa Sé só interessa a documentação e não se é do Opus Dei"
Entrevista. José Saraiva Martins, CARDEAL
Como é que Roma sabe se morreu mártir ou não?
Tem de aparecer na documentação recolhida no lugar onde foi martirizada. Testemunhos por exemplo...
Mas esses crimes acontecem geralmente sem testemunhas...
Mas há contextos muito claros. Se a menina tinha uma vida exemplar, a sua família tem muitíssima importância para se saber se a morte daquela menina foi por fé ou não.
E porque demoram os processos tanto tempo a finalizar-se?
Não depende de Roma, mas da igreja local, porque quem começa o processo de beatificação é a igreja local. A Santa Sé não intervém, não pode e não deve intervir.
Marta já é considerada pelo Vaticano uma 'serva de Deus'. O que é exactamente isso?
'Serva de Deus' é uma candidata aos altares cuja causa foi introduzida -a partir do momento em que a causa foi introduzida já se chama 'serva de Deus'. Reconhecida a heroicidade das virtudes, então 'venerável serva de Deus'.
Marta pertencia ao Opus Dei. Não terá, de alguma forma, influenciado o processo?
Não. Prescinde-se desses elementos. À Santa Sé interessa só a documentação. Se depois pertence ao Opus Dei, à Comunhão e Libertação, aos Legionários de Cristo, não interessa.
Um dossier para beatificação pode ter que tamanho?
Podem ser volumes, depende dos documentos. Por exemplo, a madre Teresa de Calcutá, no que diz respeito às virtudes e ao milagre, tinha um processo com 80 volumes... era impossível o Papa ler tudo. Setenta e nove dos processos eram relativos à santidade, aos testemunhos, sobre a fama de santidade e um sobre o milagre. São muitos caixotes com volumes.
O caso de Maria Goretti. Não é natural uma criança de 12 anos morrer a pedir ajuda ao ser violada? Seria isso uma defesa da castidade no sentido religioso?
Para iniciar um processo de beatificação tem de haver fama de santidade ou de martírio entre os membros daquela comunidade a que pertence. Portanto, para começar um processo de beatificação o povo tem de dizer ao bispo que aquela pessoa era santa. Foi o que aconteceu com Goretti. Isto é muito interessante porque se fala muito no papel dos leigos na igreja e aqui temos um caso muito importante em que os leigos dão o primeiro passo.
Para ser canonizado tem de ser beatificado?
Segundo as normas jurídicas actualmente em vigor isso é exigido. Não quer dizer que o Papa não pudesse passar directamente à canonização...
Para quando a canonização dos pastorinhos?
Não se sabe porque tem de haver antes um milagre atribuído ao candidato à canonização depois da beatificação. Os pastorinhos apresentaram um milagre, mas os médicos da Causa dos Santos não chegaram à certeza do milagre. Teve uma explicação natural científica.
Quando os leigos acreditam na santidade e a Igreja chega à conclusão que não há lugar a beatificação, qual a posição da Igreja face ao culto dos leigos?
Não chega a esse culto. Se o bispo chega à conclusão de que a fama de santidade de facto não existe, não inicia formalmente a beatificação. Portanto, não se pode prestar culto.
Num mundo tão violento onde os horrores acontecem ao segundo, onde milhares de mulheres são violadas, porque não pega a Igreja em mais casos como exemplos?
É um problema social e são os leigos a dar o primeiro passo. À Igreja interessa colaborar com o Estado para resolver problemas, mas é antes de mais social. As pessoas cada vez estão mais afastadas do bem humano. E esta realidade diz respeito à pessoa como pessoa, crente ou não crente, cristã ou não cristã, baptizada ou não baptizada. A violência é sempre um crime contra a pessoa humana, é uma vergonha para a humanidade. Infelizmente hoje há muitos valores fundamentais que vão desaparecendo. Mas aqui são os governos, as autoridades civis, que têm de estar atentos, com muita coragem e determinação.
A jovem espanhola já tem o título de 'serva de Deus'
Um corrupio invulgar tomou cedo a quieta cidade de Burgos, em Espanha, fazendo pensar na trombeta do apocalipse. Naquele dia 22 de Janeiro de 1992, não foi necessário um clarim a anunciar a alvorada. Com os raios de Sol, o horror chegou. Encontrou-se o corpo de Marta Obregón, apunhalado 14 vezes no lado esquerdo do peito, abandonado nos subúrbios de Villagonzalo Pedernales, a cinco quilómetros de Burgos, e reconheceu-se um martírio a ser estudado pela Congregação para as Causas dos Santos, em Roma.
Mas em se tratando de santidade tudo é misterioso e incompreensível, para a salvação a provir do despertar da centelha divina no espírito humano, ligado ao celestial tanto durante a vida como às portas da morte. Exemplos que compreenderam a mensagem de Cristo e entraram em comunhão com Deus. Pelo menos assim crêem os fiéis à Santa Sé, como sublinhou o Concílio do Vaticano II ao referir que todos estão chamados à santidade em virtude da vocação baptismal. Ao beatificar a Santa Sé, proclama as virtudes heróicas, no caso de Marta Obregón, o martírio, propondo-a como modelo de santidade.
Ora é exactamente a beatificação - ou a canonização - que a Igreja quer certificar quanto a Marta Obregón, 16 anos depois do seu assassínio, sendo já a jovem "serva de Deus". O arcebispado de Burgos colocou em marcha mais um processo de beatificação anexado aos mais de 2200 processos de canonização e beatificação abertos na Santa Sé. E é difícil colocar ordem terrena naquilo que só a fé alcança, apesar de no caso da santidade ser tudo à luz da ciência, garantiu ao DN gente o cardeal José Saraiva Martins, que no passado dia 9 de Julho abandonou a actividade de perfeito da Congregação para as Causas dos Santos, no Vaticano. "Quando se trata de milagres, os médicos da Congregação para as Causas dos Santos - 60 médicos especializados nos vários sectores da medicina - examinam aquele caso para ver se há alguma explicação científica", explicou D. José.
A história
Na noite anterior - por coincidência dedicada a St.ª Inês, a virgem mártir decapitada no século III - Marta Obregón chegou a casa às 22.00, mas não entrou. Na sombra do número 27 da Avenida da Paz esperava o seu assassino, já então conhecido como o violador do elevador. O seu corpo apareceu nu e martirizado perto da auto-estrada Burgos- -Portugal.
Depois das atribulações da adolescência, aos 22 anos reencontrou Deus e parecia ter encontrado o amor da sua vida, Francisco Javier Hernando, membro do Círculo Católico. Para trás ficou a idade da subversão e as crises juvenis que para Marta chegaram seis anos antes. Rompeu com a prática religiosa e envolveu-se com um estudante universitário de medicina veterinária. Mas o namoro terminou em poucos meses e com o tempo abraçou de novo a religião e voltou a frequentar um centro do Opus Dei, que para Marta já não era novidade, pois havia crescido numa família de classe média muito religiosa. "Sempre educámos os nossos filhos dentro dos nossos valores, mas num clima de total liberdade", contou ao jornal El Mundo a sua mãe Pilar Rodríguez, membro do Opus Dei. Na noite da sua morte, Marta regressava precisamente do centro Arlanza, pertencente a essa organização. Uns dias antes tinha confessado o medo a Cristina Borreguero, directora do centro, pois tinha a sensação de que andava a ser seguida por alguém.
Mas nem a ventania que se levantou ao sair do centro foi presságio para que a rapariga imaginasse o seu destino. Quando Marta se dispunha a percorrer os 300 metros até casa, passou de carro Dário, um jovem amigo da família, que lhe deu boleia. Ao entrar no prédio, deu o único grito escutado pela vizinha do segundo andar e abafado pelo assassino que a esperava. Pedro Luis Gallego agarrou a sua vítima, meteu-a num carro e levou-a para os subúrbios de Burgos. Ali, junto a uma vala de uma quinta, tentou violá-la. Mas a resistência da rapariga deu forças ao violador para a matar à facada.
Marta era uma promissora jornalista, segundo quem a conhecia: inteligente, bonita, espalhava simpatia, boa disposição e cantava muito bem. Entrava num local e facilmente se relacionava. "Toda a gente queria estar com ela, falar com ela, saber dela", recordou também ao El Mundo o seu namorado Javier.
É certo que a uma jovem a quem a vida sorri feliz, longe vê a morte. Contudo, Marta tinha já no íntimo algum pressentimento, pois escreveu a uma amiga durante um retiro espiritual em Taizé, França: "A vida é genial, Cris, mas mais curta do que pensamos."
De jovem feliz pode ser agora a primeira mártir espanhola da castidade. E a terceira em todo o mundo. Antes foi Santa Inês, morta no ano 304, com apenas 13 anos, por negar ter relações sexuais com um governador romano. Na época moderna, o único antecedente de Marta é o caso de Maria Goretti, que também morreu por defender a sua virgindade.
Nascida em 1890 em Itália, quando tinha apenas 12 anos, Alejandro, um jovem de 18 anos, tentou violá-la. Maria recusou e pediu auxilio. Então, o violador rasgou-lhe o vestido e apunhalou-a com as mesmas 14 facadas que recebeu Marta. Goretti ainda foi encontrada com vida e antes de morrer invocou a Virgem. Alejandro foi condenado a 30 anos e durante o cárcere teve um sonho onde viu Maria colhendo 14 açucenas num prado para depois lhas oferecer. A partir desse momento, mudou de vida e tornou-se num prisioneiro exemplar. Ao sair da prisão, no Natal de 1938, pediu perdão à mãe de Goretti e nessa noite na missa do galo comungaram juntos. Entrou para um convento e antes de morrer pode assistir à beatificação de Maria Goretti em 1947 e à sua canonização por Pio XII em 1950.
O processo
O cardeal José Saraiva Martins abandonou há cerca de um mês o organismo que, no Vaticano, detém a jurisdição na condução de todos os processos de beatificação e canonização que lhe enviam as dioceses do mundo. Pediu ao Papa Bento XVI a resignação do cargo e cedeu o lugar ao arcebispo Angelo Amato, até então secretário da Congregação para a Doutrina da Fé. Mas como na santificação interfere a ciência e não a fé, D. José indicou que "existem outras meninas na situação de Marta Obregón, beatificadas como mártires da castidade". A Igreja procura dar relevo a estes casos "porque têm uma actualidade muito grande. Representam valores humanos e cristãos extraordinariamente válidos sobretudo na sociedade de hoje", garante.
Os processos de beatificação e canonização têm duas fases sucessivas: uma primeira fase,diocesana (local), e a segunda fase, a que chamam "romana" na Santa Sé. No caso de Marta Obregón, o arcebispado de Burgos (fase diocesana) procura agora todos os elementos que dizem respeito à morte concreta, desde o lugar onde foi assassinada até aos elementos necessários que provem que a rapariga morreu para defender a castidade e a sua fé ou se, pelo contrário, foi algo "instintivo". Para o processo de beatificação tudo importa, desde o contexto familiar em que Marta viveu aos documentos relativos à pessoa. "A documentação tem de mostrar se o motivo da morte foi natural ou sobrenatural", explica D. José.
É na fase "romana" que toda a documentação recolhida passa para a Congregação para as Causas dos Santos. Nesta segunda etapa, processa-se um exame exaustivo de toda a documentação que chegou ao Vaticano recolhida pela diocese local. Merece em primeiro lugar atenção de historiadores sobretudo se a morte aconteceu há muitos anos, mais tarde dos teólogos no sentido de averiguar se a morte foi ou não sobrenatural. As conclusões daí retiradas passam para uma comissão composta por 30 cardeais (com cardeais, arcebispos e bispos) que formam o "parlamento" da Congregação . A esses cardeais - chamados de ordinários - compete aprovar as conclusões dos historiadores e dos teólogos. Se os cardeais aprovarem as conclusões dos teólogos relativamente à morte de Marta, o perfeito da Congregação leva a investigação da vida e qualidades ao Santo Padre, que decide finalmente sobre a beatificação, concluindo o processo de elevação aos altares. Marta Obregón, por ser mártir, não precisa de um milagre para ser beatificada. Já para ser santa, seguindo o processo para a canonização, o milagre devidamente reconhecido terá de acontecer.
Para a Igreja, a definição é fácil: enquanto a beatificação tem uma dimensão local - onde se permite o culto - , a canonização tem uma dimensão universal - por isso exige o culto.
Se Marta Obregón vai ser ou não digna de culto, a Congregação para as Causas dos Santos o dirá. Para já o certo são os destinos cruzados da vítima e do assassino, que poderá sair da prisão dentro de um ano.
Condenado a 328 anos de prisão e seis de desterro de Valladolid, pelos homicídios de Marta e de Letícia Lebrato - aproveitava a profissão de mecânico de elevadores para aceder à casa das suas vítimas -, 18 violações provadas, três tentativas, um tiroteio com a polícia, posse ilegal de armas e assalto à mão armada, Pedro Luis Gallego foi julgado e condenado antes da reforma penal espanhola de 1995. A pena máxima fica assim reduzida para 30 anos. Tendo cumprido 16 e passando na penitenciária de Teixeiro para um modelo de presos em segundo escalão, significa que pode - durante 36 dias do ano - passear pelo pátio.
Mas o mais inacreditável é que pode conseguir alcançar o terceiro escalão e sair da prisão dentro de um ano. Tudo dependerá das actividades que realizar na cadeia para reduzir a pena. Leia-se ginástica aeróbica, trabalhos manuais, desporto. E outras actividades podem representar um esforço de bom comportamento, mas dificilmente espelham arrependimento.
"À Santa Sé só interessa a documentação e não se é do Opus Dei"
Entrevista. José Saraiva Martins, CARDEAL
Como é que Roma sabe se morreu mártir ou não?
Tem de aparecer na documentação recolhida no lugar onde foi martirizada. Testemunhos por exemplo...
Mas esses crimes acontecem geralmente sem testemunhas...
Mas há contextos muito claros. Se a menina tinha uma vida exemplar, a sua família tem muitíssima importância para se saber se a morte daquela menina foi por fé ou não.
E porque demoram os processos tanto tempo a finalizar-se?
Não depende de Roma, mas da igreja local, porque quem começa o processo de beatificação é a igreja local. A Santa Sé não intervém, não pode e não deve intervir.
Marta já é considerada pelo Vaticano uma 'serva de Deus'. O que é exactamente isso?
'Serva de Deus' é uma candidata aos altares cuja causa foi introduzida -a partir do momento em que a causa foi introduzida já se chama 'serva de Deus'. Reconhecida a heroicidade das virtudes, então 'venerável serva de Deus'.
Marta pertencia ao Opus Dei. Não terá, de alguma forma, influenciado o processo?
Não. Prescinde-se desses elementos. À Santa Sé interessa só a documentação. Se depois pertence ao Opus Dei, à Comunhão e Libertação, aos Legionários de Cristo, não interessa.
Um dossier para beatificação pode ter que tamanho?
Podem ser volumes, depende dos documentos. Por exemplo, a madre Teresa de Calcutá, no que diz respeito às virtudes e ao milagre, tinha um processo com 80 volumes... era impossível o Papa ler tudo. Setenta e nove dos processos eram relativos à santidade, aos testemunhos, sobre a fama de santidade e um sobre o milagre. São muitos caixotes com volumes.
O caso de Maria Goretti. Não é natural uma criança de 12 anos morrer a pedir ajuda ao ser violada? Seria isso uma defesa da castidade no sentido religioso?
Para iniciar um processo de beatificação tem de haver fama de santidade ou de martírio entre os membros daquela comunidade a que pertence. Portanto, para começar um processo de beatificação o povo tem de dizer ao bispo que aquela pessoa era santa. Foi o que aconteceu com Goretti. Isto é muito interessante porque se fala muito no papel dos leigos na igreja e aqui temos um caso muito importante em que os leigos dão o primeiro passo.
Para ser canonizado tem de ser beatificado?
Segundo as normas jurídicas actualmente em vigor isso é exigido. Não quer dizer que o Papa não pudesse passar directamente à canonização...
Para quando a canonização dos pastorinhos?
Não se sabe porque tem de haver antes um milagre atribuído ao candidato à canonização depois da beatificação. Os pastorinhos apresentaram um milagre, mas os médicos da Causa dos Santos não chegaram à certeza do milagre. Teve uma explicação natural científica.
Quando os leigos acreditam na santidade e a Igreja chega à conclusão que não há lugar a beatificação, qual a posição da Igreja face ao culto dos leigos?
Não chega a esse culto. Se o bispo chega à conclusão de que a fama de santidade de facto não existe, não inicia formalmente a beatificação. Portanto, não se pode prestar culto.
Num mundo tão violento onde os horrores acontecem ao segundo, onde milhares de mulheres são violadas, porque não pega a Igreja em mais casos como exemplos?
É um problema social e são os leigos a dar o primeiro passo. À Igreja interessa colaborar com o Estado para resolver problemas, mas é antes de mais social. As pessoas cada vez estão mais afastadas do bem humano. E esta realidade diz respeito à pessoa como pessoa, crente ou não crente, cristã ou não cristã, baptizada ou não baptizada. A violência é sempre um crime contra a pessoa humana, é uma vergonha para a humanidade. Infelizmente hoje há muitos valores fundamentais que vão desaparecendo. Mas aqui são os governos, as autoridades civis, que têm de estar atentos, com muita coragem e determinação.
04 agosto 2008
01 agosto 2008
As Férias segundo Joseph Ratzinger (Bento XVI)
TEMPO DE FÉRIAS
Poder descansar (*)
Os discípulos colocaram a Jesus o problema do stress e do descanso.
Os discípulos regressavam da primeira missão, muito entusiasmados com a experiência e com os resultados obtidos. Não paravam de falar sobre os êxitos conseguidos. Com efeito, o movimento era tanto que nem tinham tempo para comer, com muitas pessoas à sua volta.
Talvez esperassem ouvir algum elogio por tanto zelo apostólico. Mas Jesus, em vez disso, convida-os a um lugar deserto, para estarem a sós e descansarem um pouco.
Creio que nos faz bem observar neste acontecimento a humanidade de Jesus. A sua acção não dizia só palavras de grandeza sublime, nem se afadigava ininterruptamente por atender todos os que vinham ao seu encontro. Consigo imaginar o seu rosto ao pronunciar estas palavras. Enquanto os apóstolos se esforçavam cheios de coragem e importância que até se esqueciam de comer, Jesus tira-os das nuvens. Venham descansar!
Sente-se um humor silencioso, uma ironia amigável, com que Jesus os traz para terra firme. Justamente nesta humanidade de Jesus torna-se visível a divindade, torna-se perceptível como Deus é.
A agitação de qualquer espécie, mesmo a agitação religiosa não condiz com a visão do homem do Novo Testamento. Sempre que pensamos que somos insubstituíveis; sempre que pensamos que o mundo e a Igreja dependem do nosso fazer, sobrestimamo-nos.
Ser capaz de parar é um acto de autêntica humildade e de honradez criativa; reconhecer os nossos limites; dar espaço para respirar e para descansar como é próprio da criatura humana.
Não desejo tecer louvores à preguiça, mas contribuir para a revisão do catálogo de virtudes, tal como se desenvolveu no mundo ocidental, onde trabalhar parece ser a única atitude digna. Olhar, contemplar, o recolhimento, o silêncio parecem inadmissíveis, ou pelo menos precisam de uma explicação. Assim se atrofiam algumas faculdades essenciais do ser humano.
O nosso frenesim à volta dos tempos livres, mostra que é assim. Muitas vezes isso significa apenas uma mudança de palco. Muitos não se sentiriam bem se não se envolvessem de novo num ambiente massificado e agitado, do qual, supostamente, desejavam fugir.
Seria bom para nós, que continuamente vivemos num mundo artificial fabricado por nós, deixar tudo isso e procurarmos o contacto com a natureza em estado puro.
Desejaria mencionar um pequeno acontecimento que João Paulo II contou durante o retiro que pregou para Paulo VI, quando ainda era Cardeal. Falou duma conversa que teve com um cientista, um extraordinário investigador e um excelente homem, que lhe dizia: "Do ponto de vista da ciência, sou um ateu...". Mas o mesmo homem escrevia-lhe depois: "Cada vez que me encontro com a majestade da natureza, com as montanhas, sinto que Ele existe".
Voltamos a afirmar que no mundo artificial fabricado por nós, Deus não aparece. Por isso, temos necessidade de sair da nossa agitação e procurar o ar da criação, para O podermos contactar e nos encontrarmos a nós mesmos.
(*) Card. J. Ratzinger "Esplendor da Glória de Deus" Editorial Franciscana, 2007, pág. 161.
Poder descansar (*)
Os discípulos colocaram a Jesus o problema do stress e do descanso.
Os discípulos regressavam da primeira missão, muito entusiasmados com a experiência e com os resultados obtidos. Não paravam de falar sobre os êxitos conseguidos. Com efeito, o movimento era tanto que nem tinham tempo para comer, com muitas pessoas à sua volta.
Talvez esperassem ouvir algum elogio por tanto zelo apostólico. Mas Jesus, em vez disso, convida-os a um lugar deserto, para estarem a sós e descansarem um pouco.
Creio que nos faz bem observar neste acontecimento a humanidade de Jesus. A sua acção não dizia só palavras de grandeza sublime, nem se afadigava ininterruptamente por atender todos os que vinham ao seu encontro. Consigo imaginar o seu rosto ao pronunciar estas palavras. Enquanto os apóstolos se esforçavam cheios de coragem e importância que até se esqueciam de comer, Jesus tira-os das nuvens. Venham descansar!
Sente-se um humor silencioso, uma ironia amigável, com que Jesus os traz para terra firme. Justamente nesta humanidade de Jesus torna-se visível a divindade, torna-se perceptível como Deus é.
A agitação de qualquer espécie, mesmo a agitação religiosa não condiz com a visão do homem do Novo Testamento. Sempre que pensamos que somos insubstituíveis; sempre que pensamos que o mundo e a Igreja dependem do nosso fazer, sobrestimamo-nos.
Ser capaz de parar é um acto de autêntica humildade e de honradez criativa; reconhecer os nossos limites; dar espaço para respirar e para descansar como é próprio da criatura humana.
Não desejo tecer louvores à preguiça, mas contribuir para a revisão do catálogo de virtudes, tal como se desenvolveu no mundo ocidental, onde trabalhar parece ser a única atitude digna. Olhar, contemplar, o recolhimento, o silêncio parecem inadmissíveis, ou pelo menos precisam de uma explicação. Assim se atrofiam algumas faculdades essenciais do ser humano.
O nosso frenesim à volta dos tempos livres, mostra que é assim. Muitas vezes isso significa apenas uma mudança de palco. Muitos não se sentiriam bem se não se envolvessem de novo num ambiente massificado e agitado, do qual, supostamente, desejavam fugir.
Seria bom para nós, que continuamente vivemos num mundo artificial fabricado por nós, deixar tudo isso e procurarmos o contacto com a natureza em estado puro.
Desejaria mencionar um pequeno acontecimento que João Paulo II contou durante o retiro que pregou para Paulo VI, quando ainda era Cardeal. Falou duma conversa que teve com um cientista, um extraordinário investigador e um excelente homem, que lhe dizia: "Do ponto de vista da ciência, sou um ateu...". Mas o mesmo homem escrevia-lhe depois: "Cada vez que me encontro com a majestade da natureza, com as montanhas, sinto que Ele existe".
Voltamos a afirmar que no mundo artificial fabricado por nós, Deus não aparece. Por isso, temos necessidade de sair da nossa agitação e procurar o ar da criação, para O podermos contactar e nos encontrarmos a nós mesmos.
(*) Card. J. Ratzinger "Esplendor da Glória de Deus" Editorial Franciscana, 2007, pág. 161.
21 julho 2008
Chegada de Bento XVI a Sydney
Bento XVI partiu na manhã de sábado do aeroporto romano de Fiumicino em direção a Sydney, para a nona viagem internacional do pontificado, para o 23º Dia mundial da Juventude. Visitaram a Austrália Paulo VI em 1970 e João Paulo II em 1986, para uma longa visita pastoral, e em 1995 justamente em Sydney para a beatificação da religiosa Mary MacKillop. Ontem, ele chegou a Sydney; para superar a longa viagem, o fuso-horário de oito horas e a diferença de clima, onde ali é inverno, o Papa vai repousar por três dias em um centro de espiritualidade a 50 km de Sydney. Depois, quinta-feira, vai participar das celebrações com os jovens até domingo, dia 20. Segunda-feira, 21, está prevista a volta para Castel Gandolfo.
05 julho 2008
21 junho 2008
Memórias da Intolerência

A Vida do homem desde sempre esteve ligada a Deus. E quando "alguém" quer cortar com essa ligação começa a "batalha" pela Verdade. O Bem, acaba sempre vencendo, mesmo que com sangue de mártires, na entrega da sua vida. A Cruz é o maior sinal desse Amor.
Se queremos saber mais, eis uma oportunidade a não perder.
16 junho 2008
Veladas pela Vida - 25 de Junho
11 junho 2008
"A ultima Aula"
O que diria aos seus alunos se soubesse que lhe resta pouco tempo de vida? Um tranquilo professor de informática norte-americano transformou uma tradição universitária em acontecimento mundial. A sua "última palestra" vai ser editada em livro para a semana. Por Ana Gerschenfeld
Randy Pausch sabe que vai morrer, mas não dentro de décadas, quando for velho e tiver netos. Pode morrer dentro de semanas, talvez meses - amanhã, até - e a menos que aconteça um milagre, morrerá antes do fim do ano. Aos 47 anos, este professor de Informática da Universidade de Carnegie-Mellon, em Pittsburgh, na Pensilvânia, craque da realidade virtual, casado e pai de três crianças pequenas, sofre de um cancro terminal do pâncreas.
Na sua universidade, existia uma tradição: os professores podiam "fingir" que estavam a morrer e proferir uma "última palestra", durante a qual tinham a oportunidade de transmitir aos seus alunos e à posteridade as lições de vida que achavam mais relevantes. Mas quando Randy Pausch subiu ao palco, a 18 de Setembro do ano passado, a morte não era uma hipótese remota para ele. Estava ali, tangível, quase no horizonte imediato.
03 junho 2008
Father Stan
Evangelho hip-hopChamam-lhe “the rappin' Capuchin”, o capuchinho rapper, mas na verdade o Padre Stan Fortuna toca um pouco de tudo. Do canto gregoriano ao hip-hop, do reggae ao jazz, da música brasileira ao rock... Manda a inspiração do momento. Antes de ser padre, foi músico. Começou a tocar aos 8 anos e ainda não parou. O seu dom para a música era tal que os próprios superiores o incentivaram a continuar já depois de ordenado padre católico.Foi um dos oito fundadores da Comunidade dos Irmãos Franciscanos da Renovação, em 1987, sob a jurisdição do Cardeal O’Connor. Seguidor da regra de São Francisco, a sua missão é evangelizar e servir os pobres. É este o trabalho que desenvolve no problemático bairro nova-iorquino de Bronx, quando não está em viagem para mais um encontro de jovens, uma palestra, um retiro, um concerto, uma gravação. Hoje, o Pe. Stan corre o mundo, levando a todos os que o procuram uma mensagem de esperança. Na senda da Nova Evangelização, encontrou uma forma mais inteligível e contemporânea de integrar o Evangelho na cultura actual.Orador carismático, músico brilhante, trabalhador incansável, o Pe. Stan é um homem de muitos talentos, todos ao serviço dos pobres. Criou a Francesco Productions, uma produtora discográfica sem fins lucrativos, através da qual produz e vende os seus CDs. Os ganhos são directamente aplicados no trabalho desenvolvido pelos Irmãos e Irmãs da Renovação.A convite do Grupo de Oração Jovens de S. Francisco, o Pe. Stan regressa uma vez mais Portugal. Visitante assíduo do nosso país – já cá vem há 10 anos! – tem bons amigos portugueses e adora pastéis de nata. Em Portugal até XX de Junho, o Pe. Stan Fortuna dará um concerto dia 4, pelas 21 horas, no Colégio Amor de Deus, em Cascais. É uma excelente oportunidade de ver ao vivo este espantoso músico e compositor, a quem Deus deu o poder de falar ao coração dos homens
19 maio 2008
Veladas pela Vida
19 abril 2008
26 março 2008
NUNCA É TARDE DEMAIS
Às vezes, no fim da estrada… É onde começa o caminho!
Em “Nunca É Tarde Demais”, Jack Nicholson (Edward Cole) e Morgan Freeman (Carter Chambers) são dois doentes terminais que fogem do hospital para aproveitar os seus últimos dias de vida.
Edward Cole, rico e dono de hospitais e o mecânico Carter Chambers vivem em mundos diferentes, mas resolvem passar o fim da vida juntos.
Os dois conhecem-se nas camas do hospital, partilham o mesmo quarto e, depois de receberem a notícia de que não terão muitos meses de vida, decidem elaborar uma lista – a lista de todas as coisas que querem fazer até ao fim dos seus dias.
Cole e Chambers resolvem fazer tudo o que nunca tinham tido oportunidade de fazer, até ai: o que inclui saltar de pára-quedas, pilotar um carro de corrida a alta velocidade e fazer uma tatuagem. Juntos embarcam numa viagem única, pelo mundo inteiro, tornando-se amigos e aprendendo a viver a vida, aproveitando o que ela tem de melhor, com sensatez e humor. Cada uma das aventuras elimina uma das alíneas da lista.
Realização a cargo de Rob Reiner.
Estreia a 27 de Março. E fique atento às novidades que vão surgir na emissão da Renascença a propósito deste "Nunca é Tarde Demais"
E na tarde do dia 25 de Março a Renascença preparou um visionamento especial do filme, seguido de debate moderado pelo Pe. Peter Stilwell (Assistente Religioso da Renascença e director da Faculdade de Teologia da UCP) e que contou com a presença da Dra. Isabel Galriça Neto (Presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos) e que teve como tema “a saúde no final da vida”.
In www.rr.pt
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